quinta-feira, 20 de julho de 2017

INSTITUTO DO CÉREBRO REALIZA DESCOBERTA SOBRE TERAPIA DE REPOSIÇÃO DE HORMÔNIOS

Acidente Vascular Cerebral (AVC), Mal de Pakinson, Alzheimer e Esclerose Lateral Amiotrófica. Essas são algumas doenças neurodegenerativas, ou seja, causadas pela morte crônica e progressiva de neurônios, que afetam nossa capacidade cognitiva ou nossas funções motoras e fisiológicas. A ciência vem há cerca de três décadas buscando terapias celulares que sejam capazes de repor neurônios perdidos nessas patologias e, apesar de ainda haver um longo caminho a ser trilhado, um estudo recente realizada pelo Instituto do Cérebro (ICe) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) trouxe descobertas importantes sobre a capacidade de outras células do sistema nervoso central, denominadas células astrogliais, se transformarem em neurônios.
Conduzida pelo professor do ICe-UFRN, Marcos Romualdo Costa, a pesquisa foi publicada na revista científica Stem Cell Reports e contou com as participações de Malek Chouchane, Ana Raquel Melo de Farias, Daniela Maria de Sousa Moura, Makus Michael Hilscher, Timm Schroeder e do professor Richardson Naves Leão. Para o grupo, a maior descoberta da pesquisa foi a constatação de que pode haver mais de um fenótipo – características observáveis, com formato ou tamanho – neuronal quando se utiliza um determinado fator neurogênico para converter células astrogliais em neurônios. O grupo, também, produziu o primeiro trabalho que demonstrou que neurônios reprogramados a partir dessas células sobrevivem e se integram ao sistema nervoso central após transplante.
Conforme o neurocientista Marcos Costa, as células astrogliais costumam sofrer um aumento em doenças neurodegenerativas e em lesões agudas, como traumas cerebrais ou medulares e, por esse motivo, elas foram sugeridas como potenciais candidatas para conversão em neurônios em terapias celulares. O estudo analisou duas populações da astroglia, com o objetivo principal de comparar o fenótipo dos neurônios gerados.
Nós analisamos a astroglia do córtex cerebral e do cerebelo. A primeira já havia sido estudada em um trabalho publicado em 2007, com a minha participação, ainda no pós-doutorado em Munique, Alemanha. A segunda, foi escolhida por estar em uma fase de maturação semelhante a do córtex cerebral no momento que isolamos as células”, explicou o docente.
Dessa investigação, observaram que a expressão de uma mesma proteína, por exemplo NEUROG2 foi capaz de transformar a astroglia do córtex cerebral e do cerebelo em neurônios com diferentes neurotransmissores (Glutamato e GABA, respectivamente). Da mesma forma, outra proteína conhecida como ASCL1 transformou a astroglia dos dois tipos neurônios GABAérgicos expressando diferentes proteínas ligadoras de cálcio. “Isso mostra que o mesmo gene (Neurog2 ou Ascl1) pode induzir a formação de neurônios distintos, dependendo de qual população de células astrogliais é reprogramada”, esclareceu.
Em seguida, os pesquisadores transplantaram as células astrogliais, manipuladas geneticamente para produzir os fatores neurogênicos NEUROG2 ou ASCL1, em diferentes regiões do cérebro de camundongos. Eles observaram que muitas células se transformavam em neurônios e apresentavam fenótipos compatíveis com os de neurônios residentes naquelas regiões. “Essas observações sugerem que o ambiente exerce um papel instrutor sobre o fenótipo adquirido pelo neurônio reprogramado”, explica Costa.
Com base na descoberta de que os fenótipos neuronais não são únicos quando um determinado fator neurogênico é utilizado para reprogramar células astrogliais em neurônios, Costa considera que ainda há a necessidade de entender melhor o processo de reprogramação para poder controlá-lo, com a finalidade de obter uma população neuronal definida, que poderia ser utilizada em terapias celulares. Já sobre a descoberta de que as astroglias sobrevivem e se integram ao sistema nervoso após transplante, também foi verificado que esta capacidade é drasticamente reduzida no córtex cerebral adulto, indicando que outras abordagens são necessárias para a utilização da técnica em terapias celulares.
“Nossos resultados com transplantes de células no córtex cerebral adulto indicam que o ambiente pode ser um fator decisivo no sucesso da reprogramação e aponta um modelo para avaliarmos o que bloqueia a reprogramação no tecido adulto e como podemos ultrapassar esta barreira”, considerou sobre a pesquisa.


Métodos
As análises utilizaram técnicas in vitro – processos realizados fora de sistemas vivos, em ambiente controlado e fechado no laboratório – e in vivo – dentro de um organismo vivo.
Primeiro foi realizada a análise in vitro sobre a eficiência para converter astroglia em neurônio das duas populações e comparar os fenótipos neuronais encontrados, por meio de métodos que identificam células e suas propriedades elétricas. Em seguida, in vivo, transplantaram as células em diferentes regiões do cérebro de animais recém-nascidos e adultos. “Neste experimento, também verificamos que a origem da população astroglial (córtex cerebral e cerebelo) influencia no fenótipo que os neurônios reprogramados apresentaram após transplante”, detalha.
 Outra constatação foi que a região de transplante também exerce um papel instrutivo, pois o transplante no córtex cerebral induz a diferenciação de neurônios típicos desta estrutura, enquanto transplantes na zona subventricular (onde as células surgem e iniciam sua migração rumo ao bulbo olfativo – parte do sistema nervoso que coordena a detecção de cheiros) induz a geração de dois tipos de interneurônios do bulbo olfatório.

Dificuldades e perspectivas futuras

O professor relata ainda as principais dificuldades na realização do trabalho, que estão relacionadas aos elevados custos da pesquisa. Outra dificuldade é a aquisição de insumos e ferramentas da biologia molecular, de fácil captação em laboratórios estrangeiros, mas de difícil importação para o Brasil. “Felizmente, nosso laboratório contou, até o final de 2016, com recursos financeiros suficientes para a execução deste e outros projetos. Mas, o mesmo não é verdade para o ano corrente e as perspectivas são sombrias para os anos vindouros. Sem exagero, poderia dizer que os insumos que ainda temos no laboratório são suficientes para apenas mais 4 meses de trabalho”, revelou sobre as futuras perspectivas.
De toda forma, se houver condições, o estudo vai seguir avaliando a reprogramação de astroglia da retina, que apresenta resultados indicando a geração de neurônios típicos da estrutura ocular, segundo Marcos Costa. “Além disso, estamos estudando maneiras de tornar o processo de reprogramação ainda mais eficiente, o que permitiria a obtenção de neurônios em larga escala, pré-requisito para o desenvolvimento de terapias celulares”, conclui.


FONTE: UFRN

FACISA TRABALHA COM ALUNOS DE ESCOLAS PÚBLICAS SOBRE CONSUMO CONSCIENTE DA ÁGUA


Estudantes de escolas públicas do município de Santa Cruz, no agreste potiguar, vão participar de um projeto de extensão que incentiva o consumo consciente de água e o protagonismo social. A iniciativa é promovida pela Faculdade de Ciências de Saúde do Trairi (Facisa) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
 Santa Cruz é frequentemente atingida pela escassez de água, fato que é agravado em períodos de estiagem. “O abastecimento na cidade é precário e há bairros que chegam a ficar 15 dias sem água nas torneiras”, conta o coordenador do projeto e professor do curso de Enfermagem da Facisa, José Jailson de Almeida Júnior. “Para ajudar a população local a enfrentar esse problema, é necessário realizar uma conscientização permanente”, afirma.

Práticas sustentáveis

O projeto Água é vida: práticas interdisciplinares para a sustentabilidade trabalha com extensão universitária em saúde. Iniciado no primeiro semestre de 2017, surgiu a partir de ações que trabalham com foco na educação popular. A equipe é formada por dezesseis pessoas, entre alunos e professores dos cursos de Nutrição, de Enfermagem e de Fisioterapia da Facisa.
 As atividades desenvolvidas pela equipe concentram-se no ensino de práticas sustentáveis e na transformação dos estudantes em agentes multiplicadores. “A ideia é que os alunos se tornem difusores do consumo consciente em suas casas e nos seus bairros”, destaca o coordenador do projeto.
 Para incentivar o potencial dos estudantes de Santa Cruz, as ações são realizadas de forma colaborativa e se baseiam no dia a dia dos alunos. “Primeiro, identificamos as necessidades locais. Depois ensinamos estratégias de consumo consciente de água, construindo com as próprias crianças e adolescentes material educativo, cartilhas e produtos de reciclagem sobre o tema”, explica Jailson de Almeida.
 De início, o projeto vai atingir cerca de 250 alunos e professores da Escola Estadual Professora Rita Nelly Furtado, mas outras instituições de ensino da cidade também serão atendidas pela ação.
 A turma da professora do ensino fundamental Glênia Pontes é uma das que já foram acolhidas pela Facisa. Glênia acredita que as ações promovidas pela Universidade ajudam não apenas para o aprendizado das crianças, como também melhoram o comportamento e a concentração dos alunos. “A mudança acontece quando os estudantes se vêem como agentes de mudança do mundo onde vivem”, avalia. “Trabalhar o tema da água é extremamente importante para a população local. Todos os dias essas crianças enfrentam dificuldades causadas pela escassez de água e o projeto vai influenciar suas vidas de forma direta”, relata.

Monitoramento

Além dos ensinamentos sobre consumo sustentável de água, a equipe da Facisa irá monitorar a água da Escola Estadual Professora Rita Nelly Furtado. O objetivo é diminuir a consumação a partir do reaproveitamento.
Os dados da escola irão ser trabalhados para elaborar formas de uso mais sustentáveis da água na própria instituição. “Vamos mostrar formas simples de reuso que possam ser postas em prática independente da nossa presença. Queremos dar autonomia aos estudantes. Nosso desejo é que eles nos ajudem a difundir ideias de sustentabilidade e de consumo consciente entre os moradores da cidade”, enfatiza o coordenador Jailson de Almeida.

FONTE: UFRN

DIA DO AMIGO

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TRATAMENTOS DE DOENÇAS AFETIVAS TÊM ALTO POTENCIAL DE SUCESSO


A depressão, entre outros distúrbios afetivos, é uma doença de muitas matizes e a busca pelo melhor tratamento não é simples. Fatores genéticos e circunstanciais do paciente precisam ser levados em consideração. Ricardo Alberto Moreno, professor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP e fundador do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (Gruda), explica que um dos fatores que dificultam encontrar o tratamento adequado é que existem por volta de 20 tipos diferentes de antidepressivos e a escolha de qual, ou quais, deve ser utilizado depende do quadro do paciente.

A respeito do auxílio da genética na luta contra a depressão, o dr. Moreno comenta que são poucos os casos em que traçar o perfil metabólico é necessário. O professor destaca que o potencial de contingenciamento dos tratamentos tradicionais é alto, e que em casos mais resistentes, há outros métodos, como a eletroconvulsoterapia (eletrochoque), a simulação magnética transcraniana e a implantação de eletrodos, que podem auxiliar. O especialista ressalta também a importância de se diagnosticar corretamente o quadro psiquiátrico, exemplificando que o tratamento para a depressão é totalmente diferente do tratamento para transtornos de bipolaridade. Para saber mais informações sobre o Gruda e participar de suas pesquisas o dr. Moreno indica o site www.progruda.com


FONTE: USP

quarta-feira, 19 de julho de 2017

SALÁRIOS ATRASADOS IMPEDEM CONTINUAÇÃO DA BARRAGEM DE OITICICA

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As obras da Barragem de Oiticica, na região do Seridó, estão paralisadas em função do atraso do pagamentos dos funcionários. Segundo eles, o consórcio responsável pelas obras não paga os salários faz dois meses.  Uma nota foi emitida pela Secretaria Estadual de Recursos Hídricos, explicando que o atraso no repasse de recursos federais impediu a quitação dos compromissos, entretanto o dinheiro já entrou na conta e que o pagamento deve ser feito até a sexta-feira (21). 

A barragem que fica em Jucurutu, a pouco mais de 260 quilômetros de Natal. será uma porta de escape ao povo seridoense, que a muito vem sofrendo com períodos intensos de estiagem, que trazem a sequidão à região.

As obras de Oiticica começaram efetivamente em 2013. Desde então, já foram interrompidas várias vezes, quase sempre por causa de atrasos no pagamento dos salários dos operários.

Por causa dos constantes retardos no repasse de recursos, a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos anunciou que o reservatório vai custar e demorar mais para ficar pronto. Inicialmente orçada em R$ 311 milhões, o valor total da barragem deve passar dos R$ 415 milhões. Já o novo prazo de conclusão, passou para 2018 (sem mês definido).

Enquanto as informações não batem, o povo do Seridó vai sofrendo dia após dia com a seca, que parece sem fim. O abastecimento de água - ou daquilo que se chama, haja vista em muitas cidades a qualidade da água está em patamares de insalubridade - vai piorando, a escassez chegando, as cidades sofrendo e o povo gemendo sem o essencial à sua sobrevivência. 

Apesar da barragem se encontrar no Seridó potiguar, essa dor da falta de água não se faz apenas lá, mas em outras cidades a água também não chega, e as torneiras ressecam, e a comunidade vai sofrendo cada dia mais. Realmente, a falta de infraestrutura que o estado deveria fomentar para regularizar o abastecimento em todas as cidades capenga a cada dia, fazendo do Rio Grande do Norte um estado sem água, e SEM GOVERNO. 

Quando o potiguar vai conseguir viver? Pois até então estão apenas "escapando pra viver".


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