quinta-feira, 29 de junho de 2017

ALEXANDRE GARCIA AFIRMA QUE CLT É IMPEDIMENTO AO EMPREGO NO BRASIL



- Sempre gostei de ouvir rádio. Tenho o hábito de ouvir muito rádio e assistir pouca TV. Entretanto, hoje, ouvi uma absurda frase de um, reconhecido por muitos, reconhecido jornalista brasileiro, Alexandre Garcia. Alexandre que trabalha na Globo, nos demais canais da rede, escreve artigos em revistas e jornais, agrediu à classe trabalhadora ao falar, direto de Brasília à 94 FM Natal, a seguinte afirmação: "A CLT é um impedimento ao emprego no Brasil!". 

- Ora, tal afirmação é agressiva e danosa. Nada que nos surpreenda, pois Garcia é de viés de direita, e grande prosélito das reformas infernais do governo Temer. Como compreender uma organização de direitos trabalhistas, conquistados com suor e sangue de muitos brasileiros, mantidos à duras penas, como impedimento ao surgimento de empregos no país? Não é a CLT a firme garantidora dos direitos trabalhistas? O que impede o crescimento do número de pessoas empregadas não é a legislação, e sim os desmandos e despautério deste governo ilegítimo, mantidos debaixo de acordos e conchavos políticos.

- Seria muito bom, que o jornalista pudesse reverter seu equívoco, assim sendo, para melhorar sua reputação junto à classe trabalhadora. O trabalhador brasileiro carece de respeito! O trabalhador luta contra as reformas absurdas, não por mero desconforto partidário, mas a luta se faz para garantir a permanência de direitos tão essenciais ao trabalhador e sua família.

CÂMARA LÊ DENÚNCIA CONTRA TEMER

Neste exato momento, lê-se denúncia contra Michel Temer na Câmara dos Deputados. Infelizmente, a leitura já é tendenciosa, pois é feita por aliada do Presidente. 

A SERVIDÃO VOLUNTÁRIA CONTEMPORÂNEA É INFORMAR AO MUNDO O QUE CONSUMIMOS PELAS REDES

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Com base no livro “Discurso sobre a servidão voluntária”, o professor Leandro Karnal traçou um paralelo entre os ensinamentos de Étienne la Boétie e o período atual. Hitler não teve acesso à quantidade de informações que hoje qualquer central de telefonia tem hoje. Somos o que Étienne temeu: uma sociedade feliz com tiranos no controle.
A violência não garante o controle. Segundo a vontade do estado, é preciso que as pessoas concordem e gostem de ser controladas. O exemplo da servidão voluntária contemporânea é informar ao mundo o que consumimos pelas redes sociais. “Ninguém me obrigou a dar essa informação, mas eu dou”. Francis Bacon dizia que conhecimento é poder.
Ser livre nos torna responsáveis por nossas escolhas. Por isso, casamentos arranjados raramente dão errado: nada espera-se deles. A liberdade é responsabilidade: quanto mais ofereço chance de as pessoas escolherem, mais angustiadas elas ficam. As escolhas nos tornam sujeitos, mas também objetos. O impulso de ser um sujeito por uma escolha nos tornam também objetos do consumo.
A servidão, por sua vez, pode ser uma zona mais confortável que a liberdade. Boétie falou sobre o incômodo da liberdade séculos antes de Sartre. Os tiranos precisam de assessores. Precisam de um grupo que os apoie. Quanto mais sou oprimido, mais eu tiranizo também. Assim os tiranos se multiplicam. Cada um pisa naqueles que é possível. O mais subserviente dos gerentes é aquele que pisa no faxineiro.
Sejam resolutos em não servir e vocês serão livres. A função do estado é ser tirano. Precisamos pensar na nossa liberdade diante deste estado e parar de seguir gurus de moda, de comportamento, de gastronomia.

Mário Sergio Cortella

EM 1987, DÓRIA SUGERIU USAR A SECA COMO ATRAÇÃO TURÍSTICA

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Em 1987, enquanto era presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), o hoje prefeito de São Paulo, João Doria Jr. (PSDB), propôs reduzir a verba para obras de irrigação no Nordeste e transformar a seca na Caatinga em ponto turístico. Naquele ano, o Nordeste enfrentava uma dura estiagem que motivou até mesmo uma CPI no Congresso sobre o tema.
A proposta de Doria foi feita em 30 de junho de 1987, durante visita a Fortaleza, onde se encontrou com o então governador do Ceará, Tasso Jereissati, hoje seu colega de partido, e dezenas de empresários locais.
“A Caatinga nordestina poderia ser um ponto de visitação turística e gerar uma fonte de renda para a população sofrida da área, respeitando as características culturais e humanas da população, sem exploração da miséria”, disse Doria segundo a reportagem “Doria Jr. propõe que a seca vire atração turística”, publicada pelo jornal O Globo de 1º de julho de 1987.
De acordo com a publicação, Doria deu duas justificativas para a proposta. A primeira era que os brasileiros tinham o direito de conhecer “a riqueza e a pobreza do Brasil”. A segunda era a suposta maior eficiência da indústria do turismo em comparação com as obras de irrigação no Nordeste.


FONTE:  CARTA CAPITAL

REFUGIADAS: CONGOLESA ENCONTRA O MARIDO EM SÃO PAULO

Sylvie

Loba malembe, loba malembe. A advogada Sylvie Mutiene, 36, repetiu tantas vezes essa frase para seus dois filhos pequenos, de 4 e 2 anos, durante os 45 dias em que permaneceram no navio, que dois meses depois de desembarcarem no Brasil, eles ainda observavam a orientação da mãe e só falavam com ela aos cochichos. Loba malembe, no idioma Lingala, uma das línguas bantus que, além do francês, é falada na República Democrática do Congo, quer dizer "fala baixinho". 

O pedido, sempre sussurrado, tinha como predicado o medo. Sylvie viajava clandestinamente num cargueiro e dizia aos filhos que eles poderiam ser jogados ao mar caso fossem descobertos. Não era exagero de mãe e pelo menos dois casos no Brasil sustentam seu temor. Em 2003, por exemplo, seis homens que vinham escondidos da Guiné foram jogados ao mar na costa pernambucana pela tripulação de um navio chinês. Todos foram salvos por outro barco.  Em 2012, um navio de bandeira maltesa ficou detido no porto de Paranaguá, no Paraná, porque a tripulação lançou ao mar um jovem camaronês descoberto na embarcação. Resgatado por outro navio, o rapaz denunciou o caso. Para fugir dos homens do presidente congolês, Joseph Kabila, Sylvie decidiu correr o risco. 

No poder desde 2001, Kabila, que deveria ter deixado a presidência em dezembro de 2016, fez sucessivas manobras para permanecer no cargo, inclusive uma frustrada tentativa de alterar a constituição para garantir-lhe um terceiro mandato. A população não aceitou e foi às ruas protestar pela sua saída e por novas eleições. Entre os manifestantes frequentes estava Jean De Dieu, diretor de finanças de uma empresa de serviços financeiros e marido de Sylvie. "Ele sabia que era perigoso, mas sempre me dizia 'se você não cuida da política a política cuida de você' e ia participar dos protestos", conta. 

Numa manifestação contra a ida do então presidente da França, François Hollande, à capital Kinshasa, para participar da 14a Reunião da Francofonia, que reúne 77 países de língua francesa, em outubro 2012, De Dieu caiu nas mãos da polícia e a vida de Sylvie começou a desmoronar. A oposição ao presidente congolês via na realização do encontro e na ida de Hollande ao país uma oportunidade para Kabila se fortalecer politicamente e foi às ruas protestar. 

Nenhum dos lados conquistou plenamente seus objetivos. Entre mortes, torturas e outros abusos por parte do governo, o evento acabou acontecendo, mas Kabila teve que ouvir um discurso de Hollande defendendo a democracia, as liberdades individuais e o direito de um povo eleger seus dirigentes situação e dizer que ainda havia realidades inaceitáveis no Congo.


FONTE: 

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